* bem-me-quer, mal-me-quer *


internerd

nunca tive muito saco pra essas coisas de internet. na verdade até me espantei de querer ter um blog e de ele, bem ou mal, existir até hoje. acho que é o máximo de nerdizice que eu posso chegar. acho muito chato, sempre achei; icq, messenger, comunidades, fotologs, não tenho paciência pra nada disso. a pessoa se conecta, bota fotinho, florzinha, todas as informações da sua vida, e aí? não consigo ver graça nessa porra. agora todo mundo está no orkut. até semana passada eu nem sabia o que é isso, mas só de saber que é uma comunidade, já acho chato de antemão. aí outro dia minha irmã tava lá e eu comecei a ver. e continuei sem entender a graça. o que eu não consigo entender é o que fazer com isso. tem lá fotos de mil pessoas e pelo que pude entender quanto mais 'amigos' você tiver em sua lista, mais cool você é. e todo mundo se manda mensagem e escreve recados bobos. amanhã alguém inventa outra comunidade ainda-mais-irada e todo mundo se muda pra lá. e o orkut vira coisa do passado. porque é sempre assim que acontece. todo mundo tinha icq, aí aparaceu o messenger mais moderno e bonitinho, o blog era febre, aí inventaram essa chatice de fotolog e quem tem fotolog abandona o blog e agora esse orkut. e estou escrevendo esse manifesto porque as pessoas estão abandonando os blogs e eu não encontro mais nenhum texto legal que não seja de pelo menos 3 semanas atrás pra ler! larguem essas internetizices e voltem para os blogs, o único ainda um pouco mais pessoal.

a internet vai ficando cada dia mais impessoal e as pessoas acham que deixar recadinhos no orkut do outro é legal e que estão fazendo a sua parte enquanto-amigos. isso me preocupa.



 Escrito por DAISY às 17h17
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eu hoje tive um pesadelo

... e levantei a tempo

eu acordei com medo

e procurei no escuro

alguém com seu carinho

e lembrei de um tempo

porque o passado me traz uma lembrança

de um tempo que eu era criança

e o medo era motivo de choro,

desculpa pra um abraço, um consolo

hoje eu acordei com medo

mas não chorei, nem reclamei abrigo

do escuro eu via o infinito

sem presente, passado ou futuro

senti um abraço forte, já não era medo

era uma coisa sua que ficou em mim

e que não tem fim

de repente a gente vê que perdeu

ou está perdendo alguma coisa

morna e ingênua

que vai ficando no caminho

que é escuro e frio

mas também bonito porque é iluminado

pela beleza do que aconteceu

há minutos ou anos atrás

(cazuza - aos 17 anos, quando sua avó paterna morreu)

 



 Escrito por DAISY às 20h20
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ai, vi escola do rock ontem. queria ser amiga do jack black.

tem uma lua cheia aqui na minha janela que tá sacanagem.



 Escrito por DAISY às 18h38
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na festa junina beneficente...

logo na entrada, primeira barraca à esquerda. os cartazes diziam:

foto com a tocha: R$ 10

foto com atleta: R$ 15. no caso, o bernard, do vôlei.

foto com celebridade: R$ 15. no caso, o bombeiro da luma.

enquanto eu esperava meu namorado comprar um algodão doce 2 pessoas tiraram foto com o capitão albucacys. fiquei com pena do bernard.



 Escrito por DAISY às 16h42
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3 meses...

... e eu ainda não consigo escrever. e quando conseguir, tenho certeza de que vai ser no presente, porque você nunca vai deixar de fazer parte dele.

 Escrito por DAISY às 16h54
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meus vícios

brincos, anéis, colares, bugiganga, perfume do eugene, gosto de cerveja na boca, bolsa, sapato, biografias, 24 horas, televisão de madrugada, água, homeopatia, friends, pizza, mate com limão, lenços, cachecol, creme hidratante, livraria da travessa, edredon, água tônica, shower gel, meu perfume, óculos escuros, batata frita, google, fivela, minhas tatuagens, música dos anos 80, ombro do namorado, dançar, margaridas, faixa de cabelo, calça preta, coleção de canecas, miró, fotos, havaianas, golfinhos, bala tic tac, alfredo - meu gato.

 Escrito por DAISY às 16h27
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TPM

tem horas que só uma colher beeeeem cheia de nutella resolve.

 Escrito por DAISY às 20h44
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o que dá mais raiva?

a. ter o rádio do carro roubado na rua do cinema leblon?

b. viver nessa merda de cidade em que o moleque de 14 anos já tá no crime?

c. ouvir a vaca da inspetora de polícia reclamando que "a gente não pode fazer nada com esse troço, é de menor, não pode nem enconstar, não pode bater nem dar sumiço nesse troço porque senão o pessoal dos direitos humanos caem em cima da gente!"?

isso tudo depois de assistir a diários de motocicleta. é clichê, mas dá vontade de botar uma boina e sair por aí lutando contra esse monte de injustiça e desigualdade que tem por aí.



 Escrito por DAISY às 19h45
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popices

já tava com insônia, mas agora que eu tô lendo o código da vinci é que eu não durmo mesmo. que livro bom, cara.

ainda não vi o filme, mas a música el outro lado del río do filme "diários de motocicleta" que eu babei ouvindo anteontem no show do jorge drexler, é sacanagem. e o cara ainda é fofo. podia ser nosso amigo. 

numa pizzaria, o garçom perguntou pra gente: "quer molho de tomate na pizza?" como assim?



 Escrito por DAISY às 19h47
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2 meses

é, minha velhinha, ainda não sei se eu sou capaz de escrever sobre isso porque só de pensar dói. mas hoje já fazem 2 meses e eu fiquei te devendo um texto. porque eu quero escrever pra você. quero escrever mais do que naquela carta que eu coloquei do seu lado, no meio daquelas lindas rosas vermelhas, e você levou embora. eu sei que você já sabia de tudo aquilo que eu escrevi, e também de tudo aquilo que eu sussurei no seu ouvido, em pé, ao seu lado. eu sei que você ouviu. mas é que são tantas coisas além daquilo, algumas que eu só consegui perceber agora, que parece que os 25 anos que eu passei do seu lado não foram suficientes pra demonstrar nem pra dizer tudo. aprender eu sei que eu aprendi. agora a gente olha pro lado e fica meio perdido. ainda não consigo falar em você usando o passado. você faz, você diz, você vai, você é. e não é só porque a idéia de que não posso te ligar nem de que você não vai me dar um apertão na bochecha me assusta muito. é porque pra mim você é. é uma luz. é quem vai continuar resolvendo todos os problemas da família - agora até mais facilmente, né?. e...

pensando bem, ainda não tenho condições de escrever sobre isso não... desculpa, vó, ainda continuo te devendo esse texto...



 Escrito por DAISY às 20h17
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as pessoas falam demais; mas muito poucas ouvem.

 Escrito por DAISY às 19h50
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um dia no sub-mundo

então, como parte do meu projeto de virar uma ambientalista, fui ontem ao manguezal da ilha do fundão e ao aterro metropolitano de gramacho, o famoso lixão do rio de janeiro, lá em duque de caxias.

depois de uma palestra, começamos a subir os quase 32 metros de lixo amontoado e já coberto - fora os 10m pra baixo. é grande de perder de vista. já de longe a centena de urubus anunciava que naquele ponto havia lixo fresco, recém-chegado. no primeiro ponto em que paramos, estação de biogás, o cheiro era ruim, mas não tão forte quanto eu imaginei. e aí, a parte difícil. estávamos mo meio do lixo das cidades pobres, chamado de podrão - o lixo nobre, da zona sul, é despejado alguns metros pra frente e disputado a tiro. a menina mais nova do que eu passou comendo um resto de batata ruffles, o homem alto e forte esbravejou "eu quero solução, não visita" e tum! mandou pra dentro um resto de iogurte. felizmente não presenciei o churrasquinho. restos de carne passada da validade jogados fora pelos supermercados fritos pelo fogo que queima mais lixo e ingeridos ali mesmo. o cheiro é inacreditável. evitei prestar atenção em uma pessoa específica, mas não consegui. porque sabia que aqueles olhos verdes tristes e sem vida daquele homem íam me acompanhar pelo resto do dia. mal consegui jantar. acho que não sou capaz de jogar mais um pedaço de comida fora.

a realidade fede.



 Escrito por DAISY às 17h51
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voltando àquela antiga série, frases que foram feitas pra mim:

"nada a poderia perturbar mais do que olhar para fora e aguardar de fora respostas a perguntas a que talvez somente seu sentimento mais íntimo possa responder na hora mais silenciosa"

"deixe a vida acontecer. ela tem sempre razão"

(rainer maria rilke)

então... o momento é de perguntas, e não de respostas.

queria voltar pra barriga da minha mãe.

 



 Escrito por DAISY às 15h59
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cara... esqueci o que eu ia escrever.

 Escrito por DAISY às 20h12
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vodka já

nada como um bom finde em búzios. praia, delika, dormir abraçado, crepe e muitas, muitas, muitas bugigangas!


ainda não consegui entrar no rip da minha vida nova. tenho acordado mais tarde do que gostaria e deveria, não fiz tudo o que deveria ter feito (colocar as consultas médicas em dia, principalmente), não tenho andado na praia como gostaria, não tenho visto os filmes que quero, não tenho enchido a cara e muito menos tenho estudado como deveria. dessas tarefas a mais fácil de ser resolvida é o porre. vou providenciar isso logo logo. estou saindo aos poucos do necessário período de reclusão.



 Escrito por DAISY às 18h12
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rosinha de raiva

é louvável, real e necessário todo esse debate em torno do que pode ser feito para melhorar a situação da rocinha e dar um jeito na qualidade de vida dos moradores de lá. urbanização, projetos sociais, favela-bairro, blábláblá... mas vamos ser realistas que esse fuzuê todo é só porque a favela é na zona sul, no caminho entre bairros nobres de bacanas. porque tiroteio, morte e comércio fechado rola todo dia em uma porrada de favela por aí, algumas bem próximas da nossa realidade. então começa por aí. vamos deixar de ser hipócritas, assumir os problemas e parar de tratar isso como se fosse um caso isolado. não sei até quando a população vai agüentar enquanto a dona rosinha ficar aparecendo no jornal, fazendo pose, dizendo que os índices de violência melhoraram muito e que a sensação de insegurança diminuiu muito na cidade. só se for naquela porra daquele palácio onde criam os 123.658 filhos e onde rolou a festinha de niver conjunto do casal anteontem. parece até que o alto comando da nossa polícia ): já está negociando com o comando vermelho, em sua sede - bangu I - a captura do dudu, dead or alive. uau!

 Escrito por DAISY às 01h45
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?

liberdade pra mim é almoçar no delírio tropical às 4h da tarde de quinta-feira e fazer a digestão caminhando na praia.


o mundo é uma coisa bizarra. há coisas que realmente não conseguimos entender. eu, pelo menos, não consigo. fiquei meses numa pasmaceira e monotonia só e, de repente, tudo vira de pernas pro ar. não só a minha vida, mas a das pessoas à minha volta. é tanta coisa que não dá tempo de assimilar. eu gosto de assimilar as coisas, gosto de ter tempo pra tentar entender o que as mudanças significam, o que as perdas significam, e aprender com elas. mas quando tudo acontece ao mesmo, não há pessoa que agüente, não há alegria que dure, não há ferida que feche. chega, calma aí, pra quem a gente pede um tempo?



 Escrito por DAISY às 19h50
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enlouquecendo

tenho que ler 157 páginas até amanhã. até amanhã não, até hoje às 21h55, quando começa o jack bauer. será que dá tempo? além disso, também seria bastante interessante se eu pudesse ler rapidamente algumas páginas do livro novo e pudesse compreender a situação atual dos lençóis freáticos brasileiros e porque o governo lula apóia a transposição do rio são francisco. não sem antes entender a revolução e as falhas do projeto genoma e ter na ponta da língua os domínios morfoclimáticos fitogeográficos de nosso pequeno país.

tranqüilo.



 Escrito por DAISY às 16h42
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de volta

tá difícil escrever sem ser sobre isso. mas também ainda não dá pra escrever sobre isso. porque dói.


enquanto isso...

eu, que achava que ficaria de vida mansa pós-emprego, me fudi. tenho que aprender rapidamente como funciona a balança comercial de todos os países do mundo, preciso entender a disponibilidade dos recursos hídricos no brasil, os ecossistemas desde a pangéia (alguém lembra das aulas de geografia do 1o ano?), a polêmica dos transgênicos, a agenda 21 e todas as declarações da rio 92, johnnesburgo 02, protocolo de quioto e todos os conceitos ambientais do mundo. só assim poderei interagir com os meus amigos de 75 anos da pós.



 Escrito por DAISY às 20h02
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sala de espera 1

- próxima ponte, por favor.

- não tem lugar junto.

- então a gente espera o próximo vôo.

- não vai ter próximo, essa é a última ponte.

- por quê? (voz trêmula)

- porque houve um acidente, um avião derrapou na pista e, por causa da chuva, atolou na lama. a pista principal está fechada.

- que ótimo... e por onde vamos decolar então?

- temos uma pista de apoio.

parênteses: pista de apoio = precária.

- tudo bem, vamos nessa aí então. (voz 2x mais trêmula)

* * * * * * * * * * *

- tem pouca gente nesse ônibus.

- o aeroporto está uma bagunça. tem vôo com mais de 2 horas de atraso.

outro parêntese: aeroporto bagunçado + atraso = precariedade

- é nesse avião que a gente vai?

- é.

- nesse mini jato que não cabe ninguém em pé?

- é seguro.

- sei, é igual ao que tá estatelado lá na pista!! eu não vou. (...) por favor, eu não vou embarcar nesse avião e queria retirar minha mala daí.

- desculpe, isso é impossível. a bagagem já foi embarcada e não tenho como abrir. a senhora só vai poder retirar sua bagagem no rio.

- desculpe você moço, mas acho que você não tá entendendo. eu não vou embarcar hoje, só vou amanhã. hoje não tem mais ponte-aérea, a mulher me avisou. eu preciso pegar minha mala agora!

- minha filha, eu estou te falando que tem outro vôo hoje. com o tempo que você está perdendo gritando aqui comigo, você já podia estar dentro do outro avião!

- qual o seu nome, por favor?

- fulano. (escondendo o crachá dentro da capa de chuva)

* * * * * * * * * * *

(chegando no outro avião, um modelo de 1814)

- peraí, esse avião é velho!

- como assim velho?

- moça, me desculpe, mas esse avião tem banco de couro! o último avião que eu viajei com banco de couro foi o elletra, há 132 anos! esse avião tem banco de couro e não tem ar-condicionado! sem aquela saída pessoal de ar-condicionado eu não consigo respirar dentro do avião!!

- calma, qual é o seu nome?

- daisy.

- então, olha só, daisy, blábláblábláblá. não tem problema.

- desculpa, mas eu já tô nervosa o suficiente hoje pra ter que passar por isso. (chorando)

- você quer conversar com o piloto, conhecer a cabine? (voz de retardada)

- não, eu tenho medo da cabine, não quero ver!

- ei, não precisa ficar com medo! (rodrigo, meu vizinho de poltrona, de 6 anos. 6 anos, isso mesmo)

- ah, que ótimo, uma criança vem me dizer pra não ter medo! eu tenho medo!

- você quer uma água com açúcar?

- 3 copos, por favor.

- então daisy, vem aqui, senta aqui na frente, fica perto do rodrigo, fica perto da gente e você vai ver que não tem problema.

- é, não tem problema, da última vez que eu viajei caíram aquelas máscaras, sabe? e aí...

- rodrigo! olha só, querido, vamos falar de outra coisa. me conta onde você estuda.

(...)

- moça, o avião que caiu aqui caiu de barriga?

- rodrigo!! meu amor, me conta dos seus irmãos!

(...)

- (...) e aí eu tava jogando game-boy e...

- seu game-boy tá desligado?

- tá. (...) mas às vezes ele liga sozinho.

(...)

- sabia que eu coloquei um adesivo no meu celular?

- seu celular tá desligado?

- tá.

- posso ver pra ver se é igual ao meu?

A PORRA DO CELULAR ESTAVA LIGADO!

- moça, desculpa, mas com essa confusão o cara da torre de comando não pode errar? não pode liberar um vôo que não tá liberado, sei lá, essas coisas?

- não, querida.

- e por quê a gente tá indo nesse avião velho?

- esse avião não é velho, já te falei, mas com a pista principal fechada, os aviões não estão pousando aqui e não temos aeronaves disponíveis.

- e por isso a gente vai com esse cacareco enferrujado que tava no mecânico?

- hahaha, ele não é velho, só estava no hangar esses dias.

- certo...

NNNHHHHHHHEEEEEEEEECCCCCCCCCCCCCCC (compartimento de bagagem abrindo)

- tá bom, avião novo não faz esse barulho.

(depois de 50 minutos de espera e 35 de vôo)

- tchau, obrigada, obrigada pela ajuda, obrigada, obrigada, tá? foi legal, obrigada, obrigada...

- ok, tchau, daisy. verônica, dá um chaveirinho pra ela, um não, dá dois que ela merece.

fim da cena. fim do pastelão. fim da epopéia e fim do meu fim-de-semana. saí de lá e fui comprar minha chupeta.



 Escrito por DAISY às 15h41
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pt

viajar de avião é uma das coisas mais desagradáveis que existe e poucas coisas me dão tanta aflição quanto aquela porra daquela tela que mostra a altitude, a temperatura externa e a velocidade com que estamos voando.


(talvez única) coisa boa do finde: 2 cdzinhos que ganhei de presente, com muito amor: james cotton & big band, negão gaitista de chicago - um primeiro estímulo à minha antiga vontade de aprender gaita - e keith richards and the x-pensive winos. entre uma cheirada e outra, o rolling stone manda ver músicas inéditas de sua autoria num boteco sujo de alguma cidade suja dos eua.

 



 Escrito por DAISY às 15h26
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palavraless

não consigo escrever.

só penso, penso, penso.

o que fazer quando nenhuma das opções à escolha agradam? se eu escolho uma, queria a outra. só que nessa o tempo vai passando. e tudo o que eu queria é que o tempo não passasse.


e lá vou eu de novo...



 Escrito por DAISY às 12h43
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eu odeio ser acordada por barulho de obra - bateção, martelo, serra elétrica, etc... eu já sou mal-humorada o suficiente de manhã, não preciso disso.

 Escrito por DAISY às 11h32
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...

gripe e tpm, alguém merece?


tinha pensado em escrever sobre o império serrano e o desfile inesquecível do qual participei. pensei também em escrever sobre as minhas expectativas em relação ao rumo que minha vida vai tomar. lembrei também de comentar sobre o livro que eu tô lendo. tinha também o espanto de ver a luma na capa do globo. a coluna do xexéo sobre a babi na transmissão no oscar. a minha vontade de comprar flores. tudo isso passou e a minha vontade de escrever sobre coisas legais acabou. só consigo pensar na minha avó e na aflição que tomou conta de mim desde domingo. não consigo nem escrever. o nó vai aumentando e as lágrimas começam a querer sair...

 Escrito por DAISY às 16h21
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MUDANÇAS

nada mais adequado do que mudar aqui também. para marcar essa nova fase, aproveitei a pressão da globo.com e transferi meu diarinho virtual para cá, ambiente bem mais amigável.

como faz um certo tempo que não escrevo nada, resolvi voltar pra cá quando todas as mudanças já estivessem decretadas. e de fato estão.

cansei. da cara do blog, do trabalho, de pessoas, de certas atitudes, de preocupações desnecessários e do emburrecimento diário que sentia aqui dentro. pedi demissão. estou saindo do trabalho em poucas semanas e um novo mundo se abre à minha frente. um velho conhecido se tornou uma nova paixão. algo em que realmente acredito e que vale a pena meu choro, minha preocupação, minha alegria, meu tempo e meu sacrifício. a decisão foi difícil, mas amadurecida ao longo de vários meses, tempo suficiente para sair do plano emocional e se deslocar lentamente até o racional. a sensação é de alívio e a expectativa é grande. chegou a hora de sacudir a poeira e voltar a produzir, dessa vez, para o meu bem, o seu e, quem sabe um dia, o do planeta. meio ambiente agora é minha razão de vida.



 Escrito por DAISY às 15h45
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