* bem-me-quer, mal-me-quer *



5:60

sensacional foi a festa pré-natal da casa da matriz, beat acelerado, com a ilustre, inexplicável e insólita presença do bozo! isso mesmo, o bozo, ao vivo e a cores. o dj, animadíssimo, perguntou pra casa, lotadaça: "vocês sabem que horas são?", no que foi prontamente respondido "5 e 60!" e lá adentrou o palhaço, ao som da clássica e surreal "alô criançada, o bozo chegou...". maravilhoso.

* * * * * * * * * * * * *

meu papai noel foi bem generoso. blusinhas, grana, cds, dvds, bombons... tudo ótimo. fora o fato da labirintite ter atacado e me ter feito ficar deitada no escur durante umas 5 horas, tudo certo. quer dizer, tudo certo não, mas vai ficar.

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 Escrito por DAISY às 17h16
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feliz aniversário, envelheço na cidade...

há 25 anos eu dei as caras por aqui. numa manhã de sábado - será que é por isso que eu sou preguiçosa? - cheguei pra ser a filha e neta mais velha... muita responsa.

e cercada das pessoas que mais amo na vida, só quero poder passar um dia tranqüilo e feliz, que começou muito bem com lindas margaridas para alegrá-lo.

saúde e paz. muita saúde e muita paz. é só o que eu desejo pra mim.

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 Escrito por DAISY às 11h04
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foda é...

não conseguir dormir porque seu vizinho, que não sabe tocar violão, fica até de madrugada tentanto tirar "marilú" no violão. e quando desiste, troca pela insuportável "by my side"...

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 Escrito por DAISY às 12h10
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mudernidade

o mundo anda muito muderno mesmo. acabei de descobrir que é possível fazer amigo oculto on-line. você entra em um site, arruma um apelido e diz o que quer ganhar. o sistema sorteia e você ainda pode se comunicar com quem te tirou e com quem você tirou, para tirar dúvidas sobre o presente. aonde isso vai parar?

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 Escrito por DAISY às 13h18
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corporativismo

tem dias, como hoje, que me dá uma aflição enorme andar pelos corredores do trabalho e ver as pessoas fixadas em tabelas e números. me dá vontade de gritar "fogo!" e sair correndo pra casa.

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 Escrito por DAISY às 16h18
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é lindo ver a seleção brasileira masculina de vôlei jogar.

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 Escrito por DAISY às 15h44
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bagunça

arrumar meu quarto me ajuda a arrumar as idéias. organizar meus cds, empilhar meus livros, limpar a mesa, jogar toda a papelada inútil, porém da qual não consigo me livrar, pra dentro de alguma gaveta, dar uma geral nas fotos e aí sim, tudo fica mais fácil. eu sou bagunceira. mas me dou muito bem com a minha própria e muito bem cultivada bagunça. e demora, mas ela chega a extremos. e nessa hora eu não consigo mais raciocinar. não consigo organizar idéias, pensar em nada. mal consigo escolher uma roupa e fazer planos a curto prazo. preciso saber quais livros ainda falta ler, relembrar os cds que eu tenho, descobrir aonde está a última conta do celular ou extrato do banco (esses têm vida própria e se locomovem no meu quarto de forma impressionante). e aos poucos tudo vai ficando mais claro. comprei torres de cd, uma luminária nova, uma caixa prateada para guardar dvds e uma cadeira de metal que combina mais comigo e com o meu quarto, ao contrário de sua antecessora, de rodinhas.
pois bem, ao fazer isso, uma auto-organização mental vai ocorrendo dentro de mim e tudo fica mais fácil. livros que eu já li, na prateleira de mais difícil acesso. livros que faltam, são muitos, não cabem numa única prateleira. e aí entra uma subdivisão: dentre esses separo os que eu realmente acho que vou ler num futuro próximo e os que não vou ler por enquanto. ótimo, já reduz a pilha. mas aí quando ela está completa e o primeiro livro está lá esperando para ser devorado... eu furo a fila e compro outro. e a pilha nunca termina.

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 Escrito por DAISY às 16h20
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a luana piovani deve ser presa por fazer apologia às drogas ou por namorar o ricardinho mansur?

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 Escrito por DAISY às 15h24
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tô quase matando um aqui. tpm é fodaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa.

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 Escrito por DAISY às 18h21
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12%/ 76 + 89/14% - (90.435 x 432,89%)

eu odeio números. com todas as minhas forças. se eu nasci para alguma coisa - que talvez eu ainda não saiba o que é, mas todo mundo nasce para alguma coisa - não foi para fazer contas. odeio. odeio, odeio, odeio. tenho bloqueios com as contas mais simples. se entra um "%" então, muita chance de dar errado. pois então, eu me sinto agredida quando, por força da minha posição temporária de "substituta de chefe", sou obrigada a lidar com números. me sinto mal, fico vesga, meus olhos embaçam e meus neurônios reclamam. é uma verdadeira tarefa de hércules. aí eu preciso voltar urgentemente a me encontrar com as minhas amadas palavras. não sei se as trato tão bem quanto merecem, mas eu me esforço. e sinto falta delas. é por isso que eu odeio ainda mais os números. eles tomam o meu tempo e me afastam das minhas palavras. e o que é pior, fundem os meus esforçados neurônios e detonam minha criatividade.

* * * * * * * * * * * * * * *

neste momento, meus neurônios estão descansando das contas, sinais, tabelas e gráficos. ainda bem que eu vou jogar futebol hoje.

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 Escrito por DAISY às 18h54
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tim festival - eu também fui

sabe como é, nunca tem um evento assim no rio e a chance de ver uma banda no auge por aqui é 1 em 1 milhão. então lá fui eu, com meu outfit cool previamente escolhido e minha cara blasé. a banda no auge, no caso, é o white stripes. guitarra e bateria, a essência do rock minimalista. jack, que depois li nos jornais estava maquiado de corvo, é a encarnação atual mais próxima do guitar hero e meg é a coisa mais charming que já sentou numa bateria. a velocidade com que os dedos de jack deslizam pelas cordas de sua guitarra me deixou chapada. mas depois descobri com meus amigos entendidos do assunto que isso não é tão inédito. dizem também que meg não é nenhuma brastemp, mas eu não liguei. na minha modesta opinião, só o fato de ser mulher e mandar ver nas baquetas já faz dela uma pessoa suficientemente cool. e pelo visto não sou só eu que pensa assim. e esse foi o show mais esperado da noite. mas teve a boa surpresa do super furry animals, fantasiados de animais peludos (dããã), levantando a copa do mundo e aprsentando um monte de animações fofas no telão. rock balada fofo.

a noite seguinte - sim, porque foi uma maratona sem fim - foi a noite bagaceira. public enemy, dj malboro, peaches e lacraia, entre outros. por sorte fizemos uma contravenção e conseguimos entrar no palco lab, onde rolou o melhor show da noite, coldcut. e a tal da peaches, ok, show legal, animado, galera empolgada, mas poser demais. depois da madonna é muito difícil alguém ainda chocar fazendo estripulias eróticas e perfomances sexuais com o microfone.

sim, isso rolou há 2 semanas, mas eu não poderia deixar de registrar as minhas memórias do tim festival.

* * * * * * * * * * * * * *

ufa! mesmo que sobre um assunto nem tão atual, como é bom voltar a escrever. deve ter sido porque eu li muito no finde... isso deve ter dado uma sacudida nos meus preguiçosos neurônios. mas também acho que esse meu trabalho tem minado minha criatividade...

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 Escrito por DAISY às 11h02
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"na platéia de mim mesma só havia eu, mas mesmo assim estava lotada."

(elisa lucinda)

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 Escrito por DAISY às 11h38
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domingão de sol. praia de ipanema lotada, 4h da tarde. pá! um tiro, ao meu lado. um pivete roubou um relógio e o dono do mesmo sacou um revólver - uma pistola prateada reluzente - e deu um tiro pro alto. saiu correndo atrás do pivete, entre as pessoas, com a arma engatilhada gritando "vou atirar, filho da puta!". parecia video-game. todos no chão. crianças, famílias, dezenas de turistas. não deu certo a perseguição e o ilustre cidadão voltou carregando a arma, resmungando. sentou na sua cadeira e tomou um côco. a praia esvaziou e eu, que nunca corri tanto na vida, fiquei 1 hora com a perna bamba e dor de cabeça.
isso mesmo, um tiro. rio de janeiro. praia de ipanema. domingo. 4 da tarde.

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 Escrito por DAISY às 15h55
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ora, blog

pois então. agora sou chique e famosa. não sei como nem porquê, mas o fato é que este diário cibernético foi selecionado para figurar entre os blogs do mês pelo gnt. e então durante este mês poderei ser encontrada aqui
ou através do link lá embaixo, entrando depois em comunidades, seção ora,blog. sorte de vocês terem me conhecido no anonimato e na pobreza. :)

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 Escrito por DAISY às 11h13
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prefeitura do rio de janeiro - trabalhando por você

perto da minha casa tem uma praça. lá moram umas 4 ou 5 famílias. adultos, crianças e cachorros. eles comem e dormem nos bancos em volta dessa praça. semana passada a prefeitura apareceu para resolver o problema. arrancaram os bancos. agora eles comem e dormem no chão. é bom morar em uma cidade com uma prefeitura tão ativa.

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 Escrito por DAISY às 16h04
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coisas boas da vida II

cá estou de novo, pensando no que me faria feliz hoje:

shitake, pensar numa desculpa boa pra não vir trabalhar amanhã, chopp com amigas no árabe pra comer esfiha e falar merda, show da marisa monte - panis et circenses, pintar o cabelo, canga estendida na grama do jardim botânico pra curtir esse dia maravilhoso e receber o 13o pra comprar bolsas japas no saara.

e vocês?

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 Escrito por DAISY às 14h08
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* esta escriba humildemente agradece o destaque no blogs of note e os comentários advindos dessa aparição *

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 Escrito por DAISY às 19h35
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mundinho

hoje de manhã vim ouvindo cbn no carro, como quase toda manhã. o assunto do heródoto barbeiro com o xexéo e o cony era uma reportagem da jornalista mônica bergamo, da folha, sobre o tratamento diferenciado em lojas e restaurantes com pessoas bem e mal vestidas. fiquei curiosa e agora fui checar. a repórter relata com detalhes o tratamento que recebeu em lojas como daslu, reinaldo lourenço e outras merdas do tipo ao ir de jeans e camiseta num dia e de ternos importados de grifes no dia seguinte. é absolutamente revoltante, apesar de, infelizmente, não ser surpresa nenhuma. uma vez, entre meus primeiros estágios, trabalhei durante 2 meses numa loja metida num shopping bacana. a instrução da gerente para clientes "mal vestidas" era ficar de olho logo que elas entravam na loja, afinal, claro, trajando aquelas vestes o mínimo que elas podiam fazer era roubar alguma daquelas peças vagabundas de preço exorbitante. adriana cacciola, esposa do famoso banqueiro que passa temporada forçada fora do brasil, é cliente vip dessa loja. entra e sai quase carregada no colo; tem as roupas apresentadas enquanto toma um café de R$ 4 no bistrô; falava ao celular com o maridão, já foragido na época, dentro da loja, pra quem quisesse ouvir. ultrajante, nojento e agressivo. não é preciso ser uma julia roberts passeando com roupa de prostituta na rodeo drive pra sentir isso na pele. nesse país, cujo abismo social é enorme, é absolutamente intragável que essas merdas dessas vendedoras e gerentes de lojas se sintam no direito de hostilizar alguém pela roupa que veste. é triste constatar que aqui imagem é tudo. que nojo...

serviço: matéria da folha


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 Escrito por DAISY às 13h16
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guilhotina na moda

foi sem querer. olhei para uma, olhei pra outra, e não consegui mais parar de olhar. degolaram as manequins. não sei exatamente em que momento isso aconteceu ou porquê, o fato é que não existem mais manequins de vitrine como antigamente. hoje elas são todas iguais. e assim, constatando sem querer esse fato, percebi que eu gostava das manequins antigas, as que tinham cabeça, pés, mãos, cores e geralmente aquelas perucas toscas e maquiagens bizarras. não raro ainda exibiam grandes anéis e brincos dourados cafonas que, desconfio, eram produzidos junto e colados às próprias mãos e orelhas, porque permaneciam ali, independente do outfit. e percebi que eu não consigo me imaginar numa roupa se a manequim for maneta e perneta. ou for branca como papel. deve ser o tal do visual clean, padronizado, onde o atrativo é única e exclusivamente a roupa. as vitrines estão ficando minimalistas. e estranhamente iguais. não gosto. gosto das perucas loiras e black power, das boinas e faixas de cabelo que só as cabeças permitem apresentar, gosto desse visual mais kitsch - já que posso aproveitar o tema para usar essa palavra tão... na moda. enfim, o fato é que depois de buscar incessantemente uma vitrine à moda antiga, encontrei apenas uma, exatamente da loja que mais gosto dentro do universo pesquisado.

como vou me imaginar dentro de uma blusinha vestida por um pedaço de corpo branco, esquelético, sem cabeça, sem pé e com braços pela metade?

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 Escrito por DAISY às 11h51
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o que faz feliz

vou inaugurar uma nova seção aqui neste blog, que tem servido para quase nada ultimamente. vai ser "as coisas boas da vida", que irão variar de acordo com o meu (e o de meus respectivos e fiéis leitores) estado de espírito e humor. por exemplo, tem dias que pra mim uma coisa boa da vida seria embarcar no primeiro avião pra algum lugar bem longe na europa e no dia seguinte a felicidade viria numa simples água de coco na praia. portanto, vou numerar cada seção e vamos ver o que faz as pessoas felizes a cada dia.

"coisas boas da vida I"

biscoito da sorte chinês; dia ensolarado; esperar o finde chegar; admirar minha cortiça recém-rearrumada só com fotos de noronha; curtir meu quarto recém-arrumado que agora me permite até achar meus livros; água de coco na praia.

e vcs, o que faria vcs felizes hoje?

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 Escrito por DAISY às 14h48
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se você estiver lendo esse post em horário e local de trabalho, o que faria agora, já, nesse momento se pudesse largar tudo e sair correndo?

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 Escrito por DAISY às 14h39
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frases

sabe aquelas frases de família que um dia você vai contar pros seus filhos e dizer "o vovô sempre diz que..." e aí essas frases vão se perpetuando na família? pois então, meu pai tem algumas e minhas preferidas são:

há duas coisas que transformam uma pessoa: a dor e o poder (eu incluiria o amor).

a virtude está no meio.

a sorte é o encontro da competência com a oportunidade.

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cortaram meu cabelo!! quando jogo tudo pra frente, pareço o julian casablancas dos strokes e quando jogo pra trás e coloco fivelinhas pareço a amelie poulan.

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 Escrito por DAISY às 12h51
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se é que ainda me restam leitores, primeiro o meu muito obrigada pela insistência. prometo que há textinhos no forno e que sairão em breve. nada demais, mas o que meus 8,5 minutos diários de tempo livre me proporcionam fazer. enfim, só pra não dizer que não falei das flores, uma dica: assistam lisbela e o prisioneiro. é sensacional! o roteiro é excelente, as atuações estão impecáveis e a trilha sonora é demais!

juro que daqui a pouco eu volto.

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 Escrito por DAISY às 10h57
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difícil

eu sei que certos sofrimentos são e sempre serão inevitáveis. mas daqui pra frente eu quero sofrer pelo que é real e faz sentido. porque simplesmente não faz sentido sofrer por certas coisas.

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 Escrito por DAISY às 10h48
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TÁ FODAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!

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 Escrito por DAISY às 17h57
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eu sou boa filha, boa namorada, boa amiga, nunca repeti de ano, sempre tirei boas notas, fui campeã no vôlei várias vezes, ajudo minha mãe em casa, seguro barras, dou conselhos, faço caridade, não dou trabalho, sou fiel, cumpro com minhas obrigações, pago minhas contas... ... eu não merecia estar passando pelo que eu tô passando.

mas depois passa, né?

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 Escrito por DAISY às 20h50
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só pra não sumir geral...

venho por meio deste constatar que: felicidade dá onda.

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 Escrito por DAISY às 19h16
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quero muito que 2007 chegue logo. vou pedir férias e assistir a todas as provas, cerimônias e competições possíveis do pan aqui no rio.

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o manoel carlos podia matar aquela fernanda logo. a coitada da salete só chora há 1 semana e meia.

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agora fudeu! o inadiável aconteceu e minha chefe saiu de licença-maternidade. no primeiro dia me senti a criatura mais desamparada da face da terra. e como sempre acontece nesses casos, todos os problemas aconteceram no intervalo de 8 horas. o finde me recompôs, mas cá estou eu, sufocada por papéis, pessoas, problemas e ainda tenho que ficar ouvindo gracinhas pelo corredor de quem está louco pra me ver me ferrar "chefinha agora, né?", "hum, até a roupa já mudou...", "tá com cara de chefe, metida" e outras merdas do gênero. que saco.

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 Escrito por DAISY às 11h37
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"where´s my life that i lost living?"

(edgard allan poe)

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 Escrito por DAISY às 16h38
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meu final de semana foi excelente. entrei em casa sexta-feira depois do trabalho e minha única saída até hoje de manhã foi o hospital no sábado. dor de cabeça e sinusite.

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 Escrito por DAISY às 11h27
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nada como um lindo vaso de margaridas para alegrar meu dia.

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 Escrito por DAISY às 12h03
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cada dia que passa fico mais fã da daniele hypólito.



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 Escrito por DAISY às 11h37
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caras estranhos

sempre fui meio anti-social na faculdade. conhecia muita gente de outros cursos e como a afinidade com meus colegas na turma de comunicação social era mínima na época, fiz poucos amigos. algumas pessoas eu encontrei depois e achei que a identificação poderia ter aumentado. pessoas que não tinham a ver comigo naquela época, mas que hoje, suponho, poderiam ser grandes amigos. mas eu entrei na faculdade com 17 anos, recém-feitos, e se mal sabia meu lugar no mundo, o responsável por essa constatação foi o pilotis da puc. todas as tribos em um único lugar. das patricinhas logo hostilizadas pela maioria hippie, politizados e retardatários aos playboys, artistas, aspirantes a produtor de tv e músicos. o pilotis era mesmo um espaço democrático. todos comunicadores, enfim.
mas tudo isso para falar de...

... músicos. haviam muitos, de todos os estilos. bandas de reggae, rock, samba, chorinho, pagode e mpb pipocavam pelos quatro cantos do pilotis. e num desses cantos, o mais escondido, embaixo da escada, ficavam uns caras estranhos, mal-vestidos, sempre quietos, mas simpáticos. nas caras limpas ainda nasceriam longas e características barbas. as meninas que os cercavam ainda virariam música. bárbara era minha amiga e a mega-ultra-hiper-super-famosa-e-chata anna júlia era da minha sala. os primeiros parceiros se separariam ainda na faculdade. bruno era mais meu amigo. o mais reservado dos "quatro irmãos" é um cara simples e sensível. ainda hoje não encara o público mesmo quando o holofote chama a atenção para si e seu teclado. via arte em cada frase e parecia assustado com a primeira aparição na capa do segundo caderno do globo. uma vez contei pra ele que meu pai tinha ouvido uma música deles numa rádio no interior do mato grosso do sul. ele deu um meio sorriso e algumas horas depois mandou um e-mail lindo agradecendo, que aquilo era muito importante, que era do caralho saber disso e saber que as pessoas à sua volta acompanhavam cada passo e torciam por eles. e também, pensei eu, sentem-se meio parte disso.

e foi com esse espírito que assisti ao show dos agora-nacionalmente-famosos los hermanos. o canecão era um grande pilotis. pessoas que não via desde a formatura e outras que encontro com freqüência pelas noites. por gostar da música ou simplesmente dos hermanos, estávamos todos lá, relembrando as canções que conhecemos em primeira mão e conhecendo as mais recentes. marcelo, amarante, barba e bruno são os mesmos caras estranhos, mal-vestidos e quietos da faculdade. não têm frases feitas para agradar ao público e por isso mesmo agradam tanto. dominam uma multidão ensandecida como quem puxa uma roda com 5 ou 6 amigos. me impressionou a lotação e a histeria da maioria adolescente simplesmente ao ouvir o nome dos quatro. e eles, extasiados, trocando olhares maravilhados, fascinados com aquela massa de gente que nem se lembra mais de anna júlia. um moleque ao meu lado gritou, rindo, o nome da música bem alto e, apesar da clara demonstração de deboche, foi imediatamente fuzilado por olhares hostilizadores de quem entendeu que há vida, e muita, além de anna júlia. o cenário era genial e simples, como não poderia deixar de ser. todas as músicas foram cantadas em coro, de cabo a rabo. o público liderou os vocais diversas vezes. pouca coisa do 1o. álbum, apenas as essenciais, e só faltou primavera. a perfeição do bloco do eu sozinho foi devidamente reverenciada e tudo do ventura já estava prontamente decorado. cara estranho, música de trabalho deste último, foi berrada por todas as pessoas que se identificam tanto com aqueles versos quase... auto-biográficos. uma noite linda que me deixou surpresa, e admito, com uma pontinha de orgulho também.

ok, agora a verdadeira crítica... por algum jornalista que sabe realmente escrever além do que simplesmente sente :)

caderno b


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 Escrito por DAISY às 17h25
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morcego nunca foi bom aluno, mas sempre teve alguma grana. jurava que nunca trabalharia na vida. e assim o fez. na adolescência juntou uns trocados e se mandou para os states. voltou com 200 dólares e um carro velho na garagem. reencontrou um amigo de infância e juntos abriram um negócio - um clube de mulheres. o trampo deu certo, abriram outras filiais, mas ele cansou. hoje, namora uma menina de 17 anos, usa blusa preta de renda, tem cabelo comprido e é penetra profissional de festas de gente famosa. no dia seguinte, compra todas as revistas para checar se saiu nas fotos - tem um álbum com mais de 1000.

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 Escrito por DAISY às 15h51
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hoje é o dia do orgasmo.
parabéns a todos :)

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li ontem no jornal que a paloma duarte tá namorando o... oswaldo montenegro.
bem-feito pros dois.

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 Escrito por DAISY às 11h28
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pequenas constatações

não me canso de pensar em noronha. agora mesmo estava mostrando as fotos para uma amiga aqui do trabalho e me dá uma alegria enorme só de vê-las. um mini-flashback da sensação de estar lá e viver aqueles dias maravilhosos...

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outro dia me dei conta de que já faz 1 ano que cortei radicalmente meu cabelo. 1 ano que me deu a louca e fui ao salão disposta a mandar embora 14 dedos de cabelo. e o engraçado é que nem me lembro mais de como eu era de cabelão. hoje me sinto tão mais... eu.

* * * * * * * * * * * * *

família. não tem dias que vc quer que todo mundo suma, ou pelo menos, uma parte dela?

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 Escrito por DAISY às 13h04
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fazia muito tempo que eu não sentia o sono que eu tô sentindo agora. já fui ao banheiro e dei minha clássica dormidinha de 7 minutos.

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 Escrito por DAISY às 12h22
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maravilhoso - deu no ancelmo


collor à bolonhesa

quinta-feira passada, fernando collor desembarcou em araxá, minas, para uma temporada vip no grande hotel.

chegou de helicóptero, hospedou-se na suíte presidencial e, mais tarde, foi jantar.

no que se sentou, um jovem na mesa ao lado se levantou e, acredite, esfregou um prato de macarrão no rosto do ex-presidente - que ficou, digamos, todo collorido de molho à bolonhesa.

e de sobremesa...

o rapaz, que aparentava uns 20 anos, ainda gritou para collor, que não reagiu, impassível: "você destruiu a vida do meu pai!"

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 Escrito por DAISY às 19h30
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constatações pós-finde II...

COISAS ENGRAÇADAS DA VIDA

meu namorado em show de punk rock

pessoas em geral em show de punk rock

boate de baranga velha encalhada

brigar por besteira

eu na cozinha

a coluna do joaquim dos santos no globo

as criaturas que circulam por ipanema

as críticas do xexéo à novela das oito

mulheres no shopping

jantar em família

amigas relatando as merdas no momento em que elas acontecem

o kiko em roda punk

minha expectativa pelo último episódio de 24h

qualquer mulher diante de qualquer loja que traga
um grande "50%" amarelo na vitrine

a capa da última veja rio

a discussão sobre a casaca do lula

a quantidade de baboseiras que eu sou capaz de pensar

* não foi constatação pós-esse-finde, mas falar em roda punk me lembrou de outra coisa engraçada da vida: minha mãe dando mosh na festa de 50 anos do meu pai.

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 Escrito por DAISY às 18h30
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a pátria de joelheiras

acredito que a maioria das pessoas que passam por aqui tenham assistido à final da liga mundial de vôlei no domingo passado. ok. o jogo foi foda, isso e aquilo, emocionante até não poder mais, sensacional enfim. eu como jogadora de vôlei aposentada que sou, tenho uma admiração e uma paixão ainda maiores por esse esporte e por esse time. também vi o nalbert dando os primeiros passos na quadra ao lado lá no flamengo, encontrava sempre com ele nas festinhas dos "voleiboys" e ele até já passou na mão de amiga minha...

cheguei até a implorar, aos gritos em casa, para que parassem o jogo no 25 x 25 e entregassem a medalha às duas equipes. pior do que perder um jogo por 15 a 0 é perdê-lo por 31 x 29, acho eu. o fato é que, depois de mais de duas horas de uma puta tensão e o alívio final, tudo o que eu e milhares de torcedores gostaríamos de ter assistido seria... a entrega das medalhas, ora pois! e o que eu e milhares de torcedores assistimos? faustão! entrevistando o antônio fagundes! convidando o bernardinho e sua esposa para assistirem à sua peça no rio! ou seja, era o mesmo que dizer "foda-se o seu título mundial, deixa eu fazer propaganda do fagundes que é mais importante!". o fausto silva, que é o dono do horário na grade de programação, não quis abrir espaço em seu maravilhoso e enriquecedor programa para que a globo pudesse transmitir um feito histórico para o esporte nacional e, como se não bastasse, aproveitou o pouquíssimo tempo destinado à transmissão das imagens da equipe no pódio para convidar o bernardinho para assistir à peça do constrangido fagundes, que teve a delicadeza de não fazer nenhuma pergunta, mesmo quando instado a fazê-lo, ao técnico que não pôde assistir sua equipe no pódio.

puta que pariu, será que só eu fiquei tão revoltada? foi constrangedora, irritante e lamentável a transmissão pós-jogo da globo. nos poucos minutos destinados à premiação, tivemos que nos contentar em ver o último jogador recebendo a medalha e depois disso cenas do pódio... dividindo a tela com o faustão!! entrega da taça, hino nacional, entrevistas, pra quê?? que bobagem! era só o vôlei afinal de contas... agora, paremos pra pensar se a pátria largasse as joelheiras e voltasse a calçar chuteiras. se a seleção brasileira de futebol (e não entendo porque insistem em chamá-la apenas de "seleção brasileira"...) estivesse fazendo um amistoso na índia contra um time da segunda divisão do cazaquistão, o papa poderia estar fazendo o anúncio do último mistério, o paul poderia estar revelando que o john não morreu, o bush poderia estar em reunião com o saddam, o arafat tendo um caso com o sharon, o rogê ganhando um emmy, que não importaria. dariam um grande foda-se a todas essas improbabilidades, tão sonoro quanto o que deram à conquista da seleção de vôlei e transmitiriam, enfim, a paixão nacional. apesar de não achar necessário, não custa dizer que não tenho absolutamente nada contra o futebol, muito pelo contrário. mas tenho muito a favor dos outros esportes, sempre preteridos pela imprensa. é por essa e outras razões que muitos atletas e profissionais dos outros esportes acham ótimo, por exemplo, que a seleção de futebol principal não vá ao pan-americano, e mais ainda, adorariam que não fosse nenhuma. quem sabe sobra um espacinho maior pra eles na cobertura?

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 Escrito por DAISY às 20h14
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"seja qual for o caminho que eu escolher,
um poeta já passou por ele antes de mim"


s. freud

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 Escrito por DAISY às 12h02
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enquanto a vida vai e vem

tá difícil. tem coisas passando pela cabeça, mas como acontece às vezes, de forma desorientada e sem aviso prévio. mas como alguém me disse uma vez, "a calma deve existir quando ninguém mais ao seu redor a tiver". e é assim que tenho tentado pensar. enquanto isso, roubo as palavras alheias...

música do momento

tente passar pelo que estou passando
tente apagar este teu novo engano
tente me amar pois estou de amando
baby, te amo, bem sei que te amo

tente usar a roupa que eu estou usando
tente esquecer em que ano estamos
arranje algum sangue, escreva num pano
pérola negra, te amo, te amo
rasgue a camisa, enxugue meu pranto
como prova de amor mostre teu novo canto
escreva num pano em palavras gigantes
pérola negra, te amo, te amo
tente entender tudo mais sobre o sexo
peça meu livro querendo eu te empresto
se intere da coisa sem haver engano
baby, te amo, nem sei se te amo

do maravilhoso luiz melodia.

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 Escrito por DAISY às 17h14
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não percam tempo assistindo hulk.

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 Escrito por DAISY às 19h22
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férias - parte I

li "a baía dos golfinhos" (lucília junqueira de almeida prado) na 2a série. uma aventura fantasiosa que me transportou para um mundo de felicidade e magia. e foi daí que veio a minha idéia de portal. de uma passagem secreta para um lugar onde tudo dá certo, onde a natureza é sempre linda, o sol brilha e é possível conversar com os animais e plantas. um caminho para uma experiência única e, infelizmente, temporária. muitos anos depois descobri como chegar até ele.

descobri a felicidade de levantar junto com o sol e aproveitar todos os segundos de sua presença. de dormir antes da lua e acompanhar seu enchimento. de ver e ouvir golfinhos se comunicarem. de comer pizza sob a luz da lua ouvindo o barulho do mar. de presenciar o nado das tartarugas e o repouso dos tubarões. de tomar uma cerveja gelada na rede da varanda. de acordar às 4h30 da manhã de bom humor. de não ficar de mal humor ao ver o flamengo perder. de esquecer o que é celular e relógio. de descobrir cachoeiras escondidas nas praias. de caminhar sem rumo, se perder e sempre encontrar algo maravilhoso no final da trilha. de ouvir o sol encostar no mar ao final do dia.
é só assim que consigo descrever a primeira parte das minhas férias. quando demorei uns 2 dias para me desprender do conceito de cidade grande e comecei a andar na rua escura sem olhar pra trás a cada 10 minutos. quando senti o vento na cara e o sol na pele. energia em estado bruto.

assim é fernando de noronha. e quem diria que mais de uma década depois eu iria entrar pelo mesmo portal que imaginei ao ler o livro...

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 Escrito por DAISY às 13h06
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SÓ PARA CHAMAR A ATENÇÃO - ESSE É UM POST NOVO!

ufa! achei que tinha esquecido a senha do blogger... mas não, só esqueci a senha do meu computador mesmo...

* * * * * * * * * * *

i´m back.
férias, caros poucos e fiéis leitores, férias. foi isso que me afastou temporariamente do meu diário cibernético. enquanto vou lembrando senhas, abrindo gavetas e lendo posts antigos de blogs queridos organizo mentalmente as idéias e os textos que pretendo colocar aqui. ainda estou pairando nessa cidade e nesse escritório. mas há coisas bem legais e sentimentos especiais que eu gostaria de verbalizar. vou almoçar, já já eu volto. se eu não perdi meus poucos e fiéis leitores devido à minha negligência para com este blog, espero vocês de novo, de volta. see u later.

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 Escrito por DAISY às 13h18
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prefeitura do rio de janeiro - trabalhando por você

tem uma praça perto da minha casa. nessa praça moram umas 4 ou 5 famílias de mendigos. crianças, adultos e cachorros. alguns dormem no monumento que existe no meio da praça e a maioria dorme e come nos bancos em volta. essa semana a prefeitura apareceu para resolver o problema. arrancaram os bancos. agora os mendigos dormem no chão. é bom morar em uma cidade onde a prefeitura é tão ativa.

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 Escrito por DAISY às 19h10
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festa junina e o magriça

me deu muita vontade de dançar quadrilha.

* * * * * * * * * * * * * * * *

finalmente o texto sobre o magriça (chico buarque) ficou pronto. e o folheto está na fase final de lay-out. me sinto parindo um filho, num parto normal com muita dor. algumas confusões, muitas discussões e probleminhas depois, acho que vai ficar bom. com fotos legais, depoimentos, curiosidades (vcs sabiam que ele compôs sua primeira música, uma marcha, aos 9 anos de idade e em roma? bemmequermalmequer tb é cultura!), e letras de todas as músicas, "para você, cliente especial", a coleção traz 5 cds com as 70 melhores músicas. fala aí jô, que o filho é teu! tudo bem, ele é o máximo, puta compositor e tal, mas escrever sobre ele foi um saco! e continuo achando ele datado.

* * * * * * * * * * * * * * * * *

faltam 4 dias.

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 Escrito por DAISY às 12h22
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correr na praia é uma arte

tenho uma dúvida. como é que essas lindas e louras garotas de ipanema que correm na praia todas as noites conseguem fazê-lo batendo altos papos com a amiga igualmente linda e loura sem ter uma dorzinha no abdômen por causa da respiração errada? quer dizer que além de lindas e louras, e de estarem sempre com uma roupinha casualmente escolhida que sem querer combina a meia com o brinco, elas (sim, elas, porque não há uma linda e loura que corra sozinha na orla) conseguem correr quilômetros, com a bundinha empinada, batendo papo como se estivessem tomando um côco no quiosque, sem ter uma dorzinha na barriga? isso muito me intriga...

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 Escrito por DAISY às 12h18
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vale quanto custa - mas eu não posso pagar

ontem fui à disneylândia. passada rápida. foi só eu falar que o cd abaixo citado é dificílimo de encontrar que dei de cara com ele na prateleira. fiquei tão emocionada de vê-lo que peguei rapidamente, quase que escondida, pra ninguém ver e querer pegar também. mas, como nada poderia ser tão perfeito e feliz, lembrei quase sem querer que seria bom consultar o preço antes, dada a raridade da obra. então, o cdzinho sai pela bagatela de 79 pratas! ainda bem que há uma cópia caseira de primeira qualidade sendo feita pra mim neste exato momento... mas como não é possível sair da disneylândia de mãos abanando, resignada adquiri o "todo dia é dia d", do torquato neto, com edu lobo, elis, gal, gil, jards macalé, nara, luiz melodia, bethânia e nana. ando muito tropicalista ultimamente...

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 Escrito por DAISY às 12h04
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"gil e jorge", 1975.

nosso excelentíssimo ministro da cultura surtando lindamente. obra-prima.



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 Escrito por DAISY às 18h25
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"o indivíduo ganhará muito se conseguir transformar sua miséria histérica em infelicidade banal."

(freud)

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 Escrito por DAISY às 17h25
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vacas na aula de arte

bom tempo
é como
boas mulheres -
não acontece sempre
e quando acontece
não dura para sempre.
um homem é
mais estável:
se ele é ruim
é mais provável
que continue assim,
ou se ele é bom
ele pode
se fixar,
mas a mulher
se modifica para sempre
pelos filhos
pela idade.


(charles bukowski)

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 Escrito por DAISY às 15h12
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às vezes a vida parece coca-cola sem gás.

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 Escrito por DAISY às 17h33
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constatações pós-finde

a última noite, novo filme do spike lee, só reforça a tese de que o edward norton é um puta ator.

gripe é uma merda!

duas garrafas de prosecco levam a um porre tão certo quanto dois mais dois são quatro.

ir à barra aos sábados, mais especificamente ao barrashopping e no último fim de semana da bienal, é o programa de índio. sem concorrentes.

vinho + sentimentalismo exacerbado = recados hilários no celular.

não dá para ouvir um cd inteiro direto da billie holiday.

comprar pé-de-pato é uma tarefa engraçada.

a veja detona tudo quanto é filme nacional.

não nasci para cozinhar.

a fnac é a disneylândia da zona oeste. mas não se compara à minha disneylândia.

festa de 50 anos é sempre divertida e a comida é excelente.

e last, but not least, pizza é, definitivamente, a melhor comida do mundo.

e tenho dito.

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 Escrito por DAISY às 18h33
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"eu acho o keanu reeves meio mário gomes"

pérola proferida na hora do almoço, quando falávamos sobre matrix.

* * * * * * * * * * * * * * * *

ufa! tiraram a sabrina da página inicial do blogger.

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 Escrito por DAISY às 15h18
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eu e o rio, o rio e eu

eu sei que devo estar chatapracaralho com esse papo de falta de idéias e tal, mas mesmo assim retomo o assunto. aliás, como tenho alternado entre a falta de inspiração e a situação dessa cidade a cada dia menos maravilhosa, só para variar, deixo um desabafo sobre como se sinto...

... uma fugitiva no rio de janeiro

olho para os lados, traço uma reta e sigo meu caminho. ninguém mais passeia nessa cidade. as pessoas fogem, quase correm, segurando suas bolsas com força e aflitas para chegarem em seus destinos. outro dia corri da minha própria sombra. depois ri. não parece que tem alguma coisa errada? nós, cidadãos que pagamos contas, prestações e impostos, não deveríamos estar preocupados apenas com o sol do final de semana que nos levaria à praia, o único lazer a que a maioria dessa população tem acesso? não deveríamos estar preocupados com o preço do bondinho do corcovado ao invés de termos medo de tomar um tiro se cruzarmos o túnel rebouças para ver a cidade do único lugar onde as balas ainda não nos alcançam? não deveriam os bandidos e marginais fugirem da nossa polícia ao invés de nós corrermos deles? não deveríamos andar com os vidros dos carros abertos para respirar o ar, a maresia e apreciar a paisagem ao invés de termos vidros fechados e com insulfilm? não deveríamos ir para a faculdade apenas para estudar e não para correr risco de vida? não deveríamos poder passear pelas ruas, ver vitrines, tomar um café e voltar caminhando ao invés de guardar relógios na bolsa, esconder colares e voltar correndo? não deveríamos poder ir à bienal do livro com a expectativa de encontrar novidades interessantes ao invés da expectativa de sobreviver à linha amarela? não deveríamos poder ir ao cinema na barra e voltar sem medo do túnel estar fechado e sermos assaltados no joá? não deveria eu vir para o trabalho curtindo meus últimos minutos de folga com a música alta ao invés de estar sempre preparada para me abaixar no banco caso comece um tiroteio entra as 4 favelas que cercam meu escritório? não deveria meu namorado poder parar o carro na porta do meu prédio e encontrar tudo lá na volta ao invés de ter o rádio roubado, painel arrombado e carro revirado a 100 metros de uma cabine de polícia - vazia, by the way? não deveria uma senhora poder ir ao supermercado fazer compras ao invés de fugir de pivetes e ser atropelada porque foi a única saída que lhe restou, às 2h da tarde, a 50 metros da mesma cabine de polícia - vazia, by the way? não deveríamos sair do trabalho e fazer o caminho mais curto e óbvio ao invés de mudar para um caminho mais longo e demorado para (tentar) evitar ter um revólver na cabeça a 800 metros do batalhão central da polícia militar? não deveríamos poder freqüentar os vários e deliciosos bares de santa teresa ao invés de irmos sempre nos mesmos lugares da zona sul por medo de sermos assaltados e mortos na subida? não sei, acho que deveríamos sim. acho que está tudo errado e fora do lugar. concordo com a conclusão tardia do nosso ilustre secretário de segurança: o descontrole impera. mas acho também que ele não deveria estar lá, sua esposa não deveria estar no palácio guanabara alisando o cabelo e cuidando dos 319 filhos, que o beira-mar não deveria estar vivo e outras coisas que dá até preguiça de discorrer sobre. e por último, acho que falta pouco, mas ainda não perdemos a capacidade de nos indignar, o últmio estágio antes da anarquia total, mas não temos tempo pra isso. estamos mais preocupados em guardar o relógio na bolsa e correr para casa.

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 Escrito por DAISY às 13h16
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da série "seria cômico se não fosse tããão trágico"...



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 Escrito por DAISY às 15h50
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tempo, tempo, tempo, tempo, tempo...

eu fico realmente chateada quando os blogs legais que eu visito estão desatualizados. e é por isso que me forço a escrever bobagens aqui quando a inspiração (sempre ela!) me abandona. mas como já disse o migrañas carlos gil, com a delicadeza que lhe é peculiar, e eu, com muito pesar hei de concordar: o que faz alguns ´blogueiros´ acharem que suas vidas são assim tão interessantes para ficarem escrevendo o que fizeram ontem, o que vão fazer hoje, etc...? o que pensam realmente é até mais válido... mas, como: as palavras fugiram de vez e eu não tenho pensado em nada que mereça ser publicado, vou atualizar isso aqui novamente em versão diário:

vi dois filmes. adorei um, odiei o outro. comi pizza os três dias do finde, vi um dvd, bati papo, ganhei presentes, dei presentes, fui à disneylândia, fui dançar e ouvi coisas maravilhosas e coisas altamente irritantes. e that´s it! não foi legal meu finde, gil?? minha vida não é interessante???

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 Escrito por DAISY às 13h15
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com açúcar, com afeto

que saco, tô há horas tentando escrever um texto sobre o chico buarque e não sai nada bom. odeio essa travação que me assola com freqüência. ainda há alguma coisa a ser dita sobre ele? ele é o mais o quê? ele é o melhor? o maior? o mais? aahh!

explicando: vamos lançar uma coleção dele em agosto e eu tenho que escrever um texto promocional mega sobre ele e o produto, mas tá difiícil. eu sinceramente não tenho todo esse fascínio por ele (acredito que por causa desse comentário eu possa receber algumas críticas) e aí complica ficar procurando superlativos para qualificá-lo. bem diferente do que quando tive que escrever sobre o rei roberto e sobre tom jobim. foi fácil. é fácil encontrar adjetivos e superlativos para eles. eles são únicos. as palavras saíam fácil, na emoção. e nada melhor do que a emoção para vender coleções de música. mas eu não me emociono com chico buarque (comentário criticável no. 2), não a ponto de sentar e escrever 5 páginas direto só de pensar nas músicas e na sua história. é chato ficar lendo biografias e entrevistas à procura de emoção. tenho tentado encontrá-la nas letras, as quais tenho lido incessantemente. portanto, uso esta máquina em benefício próprio: o que vocês têm a dizer sobre chico buarque?

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 Escrito por DAISY às 18h39
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por acaso alguém viu uma inspiração voando por aí?

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 Escrito por DAISY às 16h21
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sinal (s.m.): 1. aquilo que serve de advertência, ou que possibilita conhecer, reconhecer ou prever alguma coisa. (...) 13. prenúncio, presságio. 14. aviso.

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 Escrito por DAISY às 15h24
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a vida sempre fica melhor depois de um bom banho...

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 Escrito por DAISY às 15h18
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alguma coisa acontece no meu coração

ainda vou escrever sobre a sensação de uma paulista radicada no rio há 18 anos de voltar a são paulo... é estranho, perturbador de certa forma e muito revelador. talvez a descoberta de novas referências seja uma boa forma de reconciliação com a cidade... é possível uma criatura sentir-se, ao mesmo tempo, em casa e uma estranha no ninho?... sei lá, ainda é algo que tenho que descobrir e aceitar melhor...

* * * * * * * * * * * *

não tem nada mais lindo do que uma criança dormindo em paz no colo da mãe. não tem nada mais bonito do que um pai emocionar-se com os primeiros movimentos da filha. não tem nada mais pleno do que ouvir o primeiro choro. conclusões que eu cheguei depois de conhecer malu esse finde... é de encher os olhos d´água mesmo... iihhh, é melhor eu parar por aqui...

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 Escrito por DAISY às 12h28
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o Mestre - mais um que ele fez pensando em mim

creio no mundo como num malmequer,
porque o vejo. mas não penso nele
porque pensar é não compreender...

o mundo não se fez para pensarmos nele
(pensar é estar doente dos olhos)
mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...

eu não tenho filosofia; tenho sentidos...
se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
mas porque a amo, e amo-a por isso
porque quem ama nunca sabe o que ama
nem sabe por que ama, nem o que é amar...

amar é a eterna inocência,
e a única inocência não pensar...

alberto caeiro, em "o guardador de rebanhos", 8-3-1914
* contribuição maravilhosa e muito bem-vinda da renatinha
, com quem compartilho o amor incondicional por esse português.

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 Escrito por DAISY às 11h44
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após alguns pedidos e diversas ameaças, a íntegra do texto "maldita morte maldita" - por eugene pierrobon

Esta sexta-feira teve algo diferente no dial carioca, algo de seco, cheiro de traição ao som de um pop-rock fuleiro. A freqüência 94,9 Fm mudou. Para quem gosta de música, rock, novidades e uma programação diferenciada, foi como receber um tiro no Ouvido. Sim amigos, A Maldita está morta! Mais uma vez, a Maldita está calada. A primeira vez foi em tom de emoção, com som de The End, Doors. A Jovem Pan comprou a freqüência mais importante do rádio Carioca. Desta vez foi diferente. Não teve glamour, não teve aviso, não teve pesar ou lamentação. Apenas uma vinheta, e uma mudança de programação estranha. R&b, baladas, James Taylor, Ana Carolina, misturado com Cure, o básico do básico em versão remix. Alguma coisa de New Order. Mas tudo sem peso, tudo sem vida. Como flores de plástico, como bibelôs, como bonecas de porcelanas que imitam bebês. Esta é a Nova Fluminense. Uma bela torta de chocolate de plástico. Sem gosto, sem personalidade, sem direção, igual a milhares de rádios por aí. A história da Maldita merece mais respeito. A principal rádio brasileira pós-invento da televisão, ela foi fundamental para o aparecimento e fortalecimento da Geração 80 do Rock Brasileiro. Mais que qualquer rádio paulista, a Flu teve a coragem de tocar, antes de todo mundo, ainda na época da fita demo, Paralamas, Lobão, Kid Abelha, e muitos outros. Lembro da festa que fizemos quando a Maldita voltou dando um pouco de vida ao carente abandonado dial carioca, infestado de rádios populares, rádios para adultos, soft music, evangélicas e funkeiras. Imagine viver em um mundo sem rádio. Ter que ouvir apenas seus Cds. Não ser surpreendido por um som novo, perdido no meio da tarde, e ficar esperando a porra do locutor falar o nome daquela banda, daquele som. No primeiro dia de funcionamento da Flu, depois da volta, teve link com a 89 de Sampa, com a Alternativa de Porto Alegre. Teve Velvet Underground no meio da tarde quente à beira da Lagoa. Teve clássicos e novidades. E foi assim durante todo este pouco mais de um ano. A Flu era um refúgio. Certeza de uma programação musical pelo menos decente. Não rolava muita novidade. Não rolava muita ousadia. Mas também não tocava Sultan of Swing, ou rock australiano de duas em duas músicas. As locutoras davam uma vacilada, mas dava para ouvir um Placebo, um Stereophonics, rolava Supergrass e outras bandas interessantes. Até Wilco eles chegaram a tocar. Agora eles se proclamam Light Rock. O que dizer Light Rock? Música para diabéticos? Baladas méla cueca? Música calma para pessoas estressadas? Algo como James Taylor tocando Smell like teen Spirit? Algum utá-lo. quando ganho de presente então...

* * * * * * *

a pequena malu finalmente deu as caras! e ao que parece, uma bela cara - olhos puxados, nariz batatinha, cabeluda... saúde e paz para a gatinha e para o papai danilo, querido leitor deste bemmequer, e a mamãe márcia!

* ouvindo: a coisa mais linda que existe, gal costa

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 Escrito por DAISY às 16h10
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sabem aquelas pessoas que são como anjos na sua vida? que vc tem certeza de que não estão nela por acaso? que estão aqui para te ajudar? pois é, eu tenho a sorte de ter alguns na minha...

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 Escrito por DAISY às 10h37
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saí da homeopata com 3 receitas e 8 fórmulas. alguma coisa deve estar errada comigo...

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 Escrito por DAISY às 16h33
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após alguns pedidos e diversas ameaças, a íntegra do texto "maldita morte maldita" - por eugene pierrobon

Esta sexta-feira teve algo diferente no dial carioca, algo de seco, cheiro de traição ao som de um pop-rock fuleiro. A freqüência 94,9 Fm mudou. Para quem gosta de música, rock, novidades e uma programação diferenciada, foi como receber um tiro no Ouvido. Sim amigos, A Maldita está morta! Mais uma vez, a Maldita está calada. A primeira vez foi em tom de emoção, com som de The End, Doors. A Jovem Pan comprou a freqüência mais importante do rádio Carioca. Desta vez foi diferente. Não teve glamour, não teve aviso, não teve pesar ou lamentação. Apenas uma vinheta, e uma mudança de programação estranha. R&b, baladas, James Taylor, Ana Carolina, misturado com Cure, o básico do básico em versão remix. Alguma coisa de New Order. Mas tudo sem peso, tudo sem vida. Como flores de plástico, como bibelôs, como bonecas de porcelanas que imitam bebês. Esta é a Nova Fluminense. Uma bela torta de chocolate de plástico. Sem gosto, sem personalidade, sem direção, igual a milhares de rádios por aí. A história da Maldita merece mais respeito. A principal rádio brasileira pós-invento da televisão, ela foi fundamental para o aparecimento e fortalecimento da Geração 80 do Rock Brasileiro. Mais que qualquer rádio paulista, a Flu teve a coragem de tocar, antes de todo mundo, ainda na época da fita demo, Paralamas, Lobão, Kid Abelha, e muitos outros. Lembro da festa que fizemos quando a Maldita voltou dando um pouco de vida ao carente abandonado dial carioca, infestado de rádios populares, rádios para adultos, soft music, evangélicas e funkeiras. Imagine viver em um mundo sem rádio. Ter que ouvir apenas seus Cds. Não ser surpreendido por um som novo, perdido no meio da tarde, e ficar esperando a porra do locutor falar o nome daquela banda, daquele som. No primeiro dia de funcionamento da Flu, depois da volta, teve link com a 89 de Sampa, com a Alternativa de Porto Alegre. Teve Velvet Underground no meio da tarde quente à beira da Lagoa. Teve clássicos e novidades. E foi assim durante todo este pouco mais de um ano. A Flu era um refúgio. Certeza de uma programação musical pelo menos decente. Não rolava muita novidade. Não rolava muita ousadia. Mas também não tocava Sultan of Swing, ou rock australiano de duas em duas músicas. As locutoras davam uma vacilada, mas dava para ouvir um Placebo, um Stereophonics, roRock star velhão tocando com a Sinfônica de Budapeste?

Já não bastava Rosinha Matheus? Já não bastava Garotinho Todo Segurança? Já não bastava a porra do meu emprego e a falta de grana? Já não bastava chover na minha folga? Ainda tenho que viver sem rádio? Tá foda.

Nesta sexta, pequei o celular no meio do trânsito e liguei para a Pepa:
- (Revoltado) Você sabe o que aconteceu com a Fluminense?
- Não, pq?
- Porra, tá tocando uma merda de uma música estilo N´sync.
- Não tá na estação errada?
- Não, é a Flu. (a ficha caiu) CARALHO!!! A FLU ACABOU!!! PUTA QUE PARIU!!! TE LIGO DEPOIS, VOU SER MULTADO!!! BEIJOS!!!

Foi assim. A Flu se foi, numa sexta fria, chuvosa, sem graça, perdida depois de um feriado. O rio estava mais cinza e com certeza muito mais triste. It´s only rock´n´roll but I like it.

PS: a namorada sem idéias agradece a retirada deste texto do sinais de fumaça. :)

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 Escrito por DAISY às 16h30
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enquanto uns esperam nascimentos e outros já lambem a cria, eu me contento com o meu filhote...


fotógrafa e tia do alfredo: brenda

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 Escrito por DAISY às 12h39
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tudo o que você queria saber sobre mim

então, mais uma vez acometida pela recorrente falta de idéias e/ou palavras, tenho postado muito pouco. não que agora as idéias e palavras tenham voltado por milagre a esta pobre cabecinha, mas pelo menos sobre isso consigo escrever. então, hum, deixa eu pensar... sobre o que posso escrever? já sei, tive uma idéia ótima e original: meu finde. nada de excepcional, mas ótimo. quinta-feira feriadão rolou praia, almoço com amiga, amigas em casa, conversas sobre as crises (valia qualquer tipo, desde a da humanidade até a econômica), dvd do u2, "o barato de grace" (engraçadinho) e cafuné. sexta, trabalho em ritmo lento e contagem regressiva. chopp com amigas (caipirinha pra mim, por favor), o excelente "tiros em columbine" (vale um post específico logo mais), muita chuva e mais bebida depois. sábado, mais chuva, caminhada na praia do leblon no melhor estilo "mulheres apaixonadas" com direito a encenações e diálogos estúpido-novelísticos sob vento forte, cabelereiro para pintar o cabelo, "durval discos" (não merece nem comentário posterior...) e pizza. ontem, caminhada ecológica e trilha com direito a vista sensacional desta cidade ainda maravilhosa, almoço familiar, caminhada na praia com amigas e ombro bom pra dormir à noite.

vcs acabaram de assistir a "quatro dias na vida de daisy!"
portanto eu sei que: como esse blog já virou diário, como tenho certeza de que estavam todos afoitos por saber como foi meu movimentado final de semana e como não tenho mais idéias para escrever, meu finde foi a coisa mais interessante que eu achei... mas, pensando bem... têm algumas idéias aparecendo por aqui... talvez eu ainda surpreenda vocês com mais posts hoje...

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 Escrito por DAISY às 12h45
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jogo dos quatro erros

atenção para o convite que recebi em casa:

"seja criativo na personalização do seu convite para a festa mais badalada do inverno carioca! cole sua foto, usando uma de nossas sujestões, ou cria sua própria idéia - 30 abril, as 21hs"

aaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh! e pensar que isso passou por um redator, pelo designer, pelo chefe, por um revisor... triste, triste, muito triste...

ps: não coloquei nem colocarei as respostas do jogo aqui de cabeça pra baixo, espero que não precise...

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 Escrito por DAISY às 12h18
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que dia sem graça no mundo dos blogs... ninguém atualiza, ninguém escreve nada, ninguém comenta... chato...

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 Escrito por DAISY às 18h08
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há uma grande diferença entre as pessoas muito legais e as "iradas".

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 Escrito por DAISY às 11h22
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cariocas, cinéfilos e afins: a boa do finde

tiros em columbine, o premiado e comentado documentário do michael moore terá exibição inédita este finde,